EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA SOBRE OS PRINCIPAIS MOMENTOS DA DITADURA NO BRASIL

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No período de 11 de janeiro a 10 de fevereiro, os usuários do metrô
puderam conferir no saguão da estação Recife, a exposição fotográfica
sobre o período da ditadura militar no Brasil de 1964 a 1985. A
iniciativa faz parte do projeto “Direito à Memória e à Verdade”, da
Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã, do governo estadual,
e contou com o apoio da CBTU/METROREC. A mostra proporcionou ao público
uma verdadeira viagem a essa época tão importante para a história do Brasil.

A comerciante Maria José, 49 anos, parou para conferir a exposição e
disse “para mim é uma satisfação muito grande poder relembrar um momento
como foi esse. Na época eu tinha 9 anos. Para os jovens de hoje eu digo
que uma exposição como essa é um verdadeiro presente que o metrô oferece
e nos faz um bem muito grande aprender com o passado, ampliando nossa
visão”, comentou. “Tive parentes que fizeram parte desse período e tenho
conhecimento dos fatos ocorridos, mas poder desfrutar de uma exposição
assim é muito bom, pois traz mais conhecimentos sobre esse período.
Seria bom que as escolas e universidades falassem mais sobre a época da
repressão, porém, ao invés disso, simplesmente enterraram o assunto”,
afirmou o administrador de empresas, Leonardo Ramos. A bilheteira
Conceição Andrade, depois do serviço, parou por alguns minutos para ver
a exposição. “Achei interessante porque desperta o interesse de quem
esta passando. Mesmo quem está apressado pára por alguns minutinhos e
sai daqui com um pouco mais de informação, e com certeza fica na
memória, até porque muitos não sabem o que aconteceu e aqui eles poderão
saber”, explicou.

A beleza das fotografias, mesmo retratando um período triste da nossa
história, encanta dos mais novos aos mais experientes. Na mostra constam
registros dos momentos das “Diretas Já”, do golpe militar, os trabalhos
realizados pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos
Políticos, além dos relatos das cercas de 50 mil pessoas presas, 20 mil
submetidas a tortura e 356 mortas e desaparecidas.

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